ontem, achei um cabelo branco na minha sobrancelha.
um minuto de silêncio e um grito de pânico.
lembrei que próximo ano entro na casa decimal dos 30.
30 anos... essa idade sempre me pareceu tão distante, e hoje, DE REPENTE 30.
foi tudo tão rápido que, igual como no filme, parece que pulei de uma adolescente inexperiente para uma mulher adolescente.
nem precisava lá do pó de pilimpimpim.
apesar disso, lembrei do tanto de coisa que vivi nessa vida que Deus me deu.
posso dizer que sim, passei por tudo o bastante pra dizer que hoje não sofro da tal síndrome de adolescência mal vivida.
apaixonei e desapaixonei mais rápido que quem assalta um carro no sinal aberto.
passei mais tempo com minhas amigas do que estudando, e por isso, talvez não tenha passado na Federal.
passei muitas tardes dormindo ainda com a farda do colégio...
entrei na faculdade e me formei já trabalhando. não parei um mês sequer desde então. talvez por isso tenha sido tão rápido.
talvez tenham me faltado momentos de ócio pra eu não ver o tempo passar.
contemplar mais a vida pra perceber tudo o que eu já vivi.
ser mais espectadora de mim mesma e ver que o filme da minha vida dá mais horas do que todos os episódios de malhação juntos...
não, eu não pulei etapas.
to chegando aos 30 com a experiência de uma mulher de 29 anos.
mas calma, eu não tenho 29. ainda tô nos 28.
ufa! que bom, então, dá licença, que apesar de ter achado um cabelo branco na minha sobrancelha, eu ainda posso acordar com uma espinha no meio da cara...
pronto, catei.
Cata S.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de junho de 2011
catando aqui
era pra ser só mais um domínio blogspot.
mas não, era um amigo.
era um registro.
um organizador de pendências pessoais.
um cobrador de metas.
era um anestésico, um prozac, um shiatsu.
eu gostava dele, mas ele deixou de gostar de mim.
pronto, catei.
Cata S.
mas não, era um amigo.
era um registro.
um organizador de pendências pessoais.
um cobrador de metas.
era um anestésico, um prozac, um shiatsu.
eu gostava dele, mas ele deixou de gostar de mim.
pronto, catei.
Cata S.
quinta-feira, 31 de março de 2011
catando volta
venho por meio deste dizer que estou voltando pretendendo voltar a escrever neste blog.
mas calma! não se rasguem de animação.
aguardem cenas do próximo capítulo.
pronto, Catei.
Cata S.
mas calma! não se rasguem de animação.
aguardem cenas do próximo capítulo.
pronto, Catei.
Cata S.
sábado, 27 de novembro de 2010
catando nunca mais
nunca mais passei aqui pra dizer nada, mas fazer o que. me falta tempo e inspiração.
hoje, sábado, decidi fazer nada e lembrei disso aqui.
engraçado né?
até parece que esse blog não é meu melhor psicólogo e meu melhor registro da minha vida.
não era pra ser assim.
queria ter inspiração e voltar, mesmo que ninguém leia.
nem sei se tem alguém ai. oi? tem alguém ai.
mas pouco importa.
quem sabe eu volte a escrever mais, mas não garanto.
pronto, catei.
Cata S.
hoje, sábado, decidi fazer nada e lembrei disso aqui.
engraçado né?
até parece que esse blog não é meu melhor psicólogo e meu melhor registro da minha vida.
não era pra ser assim.
queria ter inspiração e voltar, mesmo que ninguém leia.
nem sei se tem alguém ai. oi? tem alguém ai.
mas pouco importa.
quem sabe eu volte a escrever mais, mas não garanto.
pronto, catei.
Cata S.
domingo, 15 de agosto de 2010
catando permissão
permissão pra me irritar e me abusar.
é o tempo inteiro querendo ser paciente, engolindo situações e pessoas desagradáveis sem poder reclamar nem demonstrar insatisfação.
quero pedir permissão pra ser mais verdadeira sem ser taxada de chata.
não, não preciso aceitar as pessoas do jeito que elas são.
quero reclamar delas até não ter nada além do que fazer a não ser pedir pra peidar e sair.
pronto, catei.
Cata S.
é o tempo inteiro querendo ser paciente, engolindo situações e pessoas desagradáveis sem poder reclamar nem demonstrar insatisfação.
quero pedir permissão pra ser mais verdadeira sem ser taxada de chata.
não, não preciso aceitar as pessoas do jeito que elas são.
quero reclamar delas até não ter nada além do que fazer a não ser pedir pra peidar e sair.
pronto, catei.
Cata S.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
catando o dia
ela acorda às 6h45, nem toma banho, só lava o rosto, toma um copo de leite de soja, põe um short e um tênis, pega o ipod e vai correr. 6km depois, volta pra casa, toma um banho quase gelado e se troca pra ir trabalhar.
pronta pro dia, ela sai de casa pela segunda vez e nem são 9h ainda.
o primeiro desprazer do dia é pegar o transito matinal e na melhor das hipóteses chegar em 30 minutos no trabalho.
mas tudo bem, o noticiário de rádio consegue distraí-la. é também o tempo pra organizar as ideias, as pendências e metas do dia.
é no trânsito também que dá bom dia ao namorado e ouve aquelas doces palavras suficientes para se ter, de fato, um bom dia.
chega no escritório, consulta sua pauta pessoal que registra burocraticamente no doit, e se sente produtiva a cada xis que marca na pendência quitada. entre reuniões, relatórios, alegrias e stresses, o dia vai passando.
quase não percebe que passou a hora do almoço, apenas quando o escritório silencia e o estômago grita. ali mesmo, esquenta no microondas a comida trazida de casa - porque é mais econômico e mais saudável.
acaba o almoço e se distrai um pouco na internet, é mais ou menos 13h20.
de 13h25 bate aquele sono e às vezes na própria cadeira ela fecha os olhos e se desliga por 10 minutos ou até o primeiro barulho. se os 10 minutos de olhos fechados não forem suficientes, não tem problema, um café resolve. mas ela evita, sabe como é, escurece os dentes.
14h e o dia começa a terminar. a tarde passa rápido porque, em meio à loucura, é sim, muito agradável. ela gosta do que faz e agradece a Deus por esse privilégio.
e quando vê, já nem é mais tarde, é noite, já passa das 19h. ela percebe que o dia já deu, ou podia ter dado se não fosse o doit ainda cheio de xis a serem marcados. é quando ela estica. faz parte, ela até gosta.
ela produz mais depois das 20h mesmo. uma hora dessa, a mãe dela já ligou perguntando por ela.
liga por ligar, porque é mãe e se preocupa. mas sabe que antes das 21h a filha não chega em casa, seja pelo trabalho esticado ou porque foi dar um beijo no namorado ou está no guaiamum com as amigas.
na volta pra casa, nada de noticiário de rádio. a mente cansada pede uma boa música, aquela pra botar alto, cantar no carro e por ali mesmo, deixar as mazelas do dia.
chega em casa, e é sempre a mesma cena: o pai tá na sala vendo sportv, a mãe num quarto vendo Home&Health e o irmão no computador.
conversa aqui e ali, passa na cozinha pra um jantar rápido, abre o computador e esgota todas as utilidades e inutilidades desse brinquedo que ela é viciada.
depois disso, aí ela começa a desconectar.
toma um banho quente, põe sua camisola mais velhinha e vai deitar.
lê 1 ou 2 capítulos de um livro qualquer e o olho começa a fechar.
fecha o livro e apaga a luz.
ela não liga o ar-condicionado e odeia ventilador.
adora o quentinho do edredom e é nele que ela apaga.
é assim quase todo dia. mas varia.
pronto, catei.
Cata S.
pronta pro dia, ela sai de casa pela segunda vez e nem são 9h ainda.
o primeiro desprazer do dia é pegar o transito matinal e na melhor das hipóteses chegar em 30 minutos no trabalho.
mas tudo bem, o noticiário de rádio consegue distraí-la. é também o tempo pra organizar as ideias, as pendências e metas do dia.
é no trânsito também que dá bom dia ao namorado e ouve aquelas doces palavras suficientes para se ter, de fato, um bom dia.
chega no escritório, consulta sua pauta pessoal que registra burocraticamente no doit, e se sente produtiva a cada xis que marca na pendência quitada. entre reuniões, relatórios, alegrias e stresses, o dia vai passando.
quase não percebe que passou a hora do almoço, apenas quando o escritório silencia e o estômago grita. ali mesmo, esquenta no microondas a comida trazida de casa - porque é mais econômico e mais saudável.
acaba o almoço e se distrai um pouco na internet, é mais ou menos 13h20.
de 13h25 bate aquele sono e às vezes na própria cadeira ela fecha os olhos e se desliga por 10 minutos ou até o primeiro barulho. se os 10 minutos de olhos fechados não forem suficientes, não tem problema, um café resolve. mas ela evita, sabe como é, escurece os dentes.
14h e o dia começa a terminar. a tarde passa rápido porque, em meio à loucura, é sim, muito agradável. ela gosta do que faz e agradece a Deus por esse privilégio.
e quando vê, já nem é mais tarde, é noite, já passa das 19h. ela percebe que o dia já deu, ou podia ter dado se não fosse o doit ainda cheio de xis a serem marcados. é quando ela estica. faz parte, ela até gosta.
ela produz mais depois das 20h mesmo. uma hora dessa, a mãe dela já ligou perguntando por ela.
liga por ligar, porque é mãe e se preocupa. mas sabe que antes das 21h a filha não chega em casa, seja pelo trabalho esticado ou porque foi dar um beijo no namorado ou está no guaiamum com as amigas.
na volta pra casa, nada de noticiário de rádio. a mente cansada pede uma boa música, aquela pra botar alto, cantar no carro e por ali mesmo, deixar as mazelas do dia.
chega em casa, e é sempre a mesma cena: o pai tá na sala vendo sportv, a mãe num quarto vendo Home&Health e o irmão no computador.
conversa aqui e ali, passa na cozinha pra um jantar rápido, abre o computador e esgota todas as utilidades e inutilidades desse brinquedo que ela é viciada.
depois disso, aí ela começa a desconectar.
toma um banho quente, põe sua camisola mais velhinha e vai deitar.
lê 1 ou 2 capítulos de um livro qualquer e o olho começa a fechar.
fecha o livro e apaga a luz.
ela não liga o ar-condicionado e odeia ventilador.
adora o quentinho do edredom e é nele que ela apaga.
é assim quase todo dia. mas varia.
pronto, catei.
Cata S.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
catando disciplina
meu nome hoje é disciplina.
pelo menos é o que eu tento me chamar.
se você não tem disciplina, você não tem nada, ou tem por sorte ou cagada.
tudo aquilo mais especial na vida de conseguir se consegue com disciplina.
dinheiro? disciplina.
emagrecer? disciplina.
amor? disciplina.
abrir escala 180 graus? disciplina.
disciplina. disciplina. quantas vezes for preciso falar, disciplina.
mantra mesmo.
mas, o que é disciplina mesmo?
é foco.
foco, foco, foco, foco de novo.
é você saber bem o que quer, primeiro.
depois saber o que você precisa fazer, segundo.
ai você se compromete a fazer, é quando entra a disciplina.
ai você faz, custe o que custar, o dinheiro que custar, a hora que custar, o gosto que custar, a dor que custar, a paciência que custar, o tempo que custar, quantas vezes custar, o sono que custar, a fome que custar, o cansaço que custar, a abdicação que custar, o que custar.
mas faz. dizem que no final das contas, vale a pena.
pronto, catei.
Cata S.
pelo menos é o que eu tento me chamar.
se você não tem disciplina, você não tem nada, ou tem por sorte ou cagada.
tudo aquilo mais especial na vida de conseguir se consegue com disciplina.
dinheiro? disciplina.
emagrecer? disciplina.
amor? disciplina.
abrir escala 180 graus? disciplina.
disciplina. disciplina. quantas vezes for preciso falar, disciplina.
mantra mesmo.
mas, o que é disciplina mesmo?
é foco.
foco, foco, foco, foco de novo.
é você saber bem o que quer, primeiro.
depois saber o que você precisa fazer, segundo.
ai você se compromete a fazer, é quando entra a disciplina.
ai você faz, custe o que custar, o dinheiro que custar, a hora que custar, o gosto que custar, a dor que custar, a paciência que custar, o tempo que custar, quantas vezes custar, o sono que custar, a fome que custar, o cansaço que custar, a abdicação que custar, o que custar.
mas faz. dizem que no final das contas, vale a pena.
pronto, catei.
Cata S.
Assinar:
Postagens (Atom)
